Economia

João Eloi Olenike denuncia aumento da carga tributária e dias de trabalho perdidos

João Eloi Olenike denuncia aumento da carga tributária e dias de trabalho perdidos

A carga tributária efetiva no Brasil alcançou 41,1% em 2026, obrigando o trabalhador a dedicar 150 dias do ano apenas para quitar tributos. O Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) revelou que o 1º de junho é o primeiro dia útil em que o valor da renda é efetivamente do trabalhador.

Os dados mostram que aqueles com rendimentos mensais entre R$ 3 mil e R$ 10 mil enfrentam uma alíquota ainda maior, de 43,01%, e precisarão trabalhar até o 6 de junho para se livrar das obrigações tributárias. A pesquisa do IBPT, liderada por João Eloi Olenike, presidente-executivo da instituição, aponta que essa carga tributária subiu de 40,82% em 2021, refletindo um aumento gradual desde 2023.

Cenário histórico da carga tributária

O estudo revela que, em 1986, eram necessários 82 dias de trabalho para pagar impostos, um número que caiu para 73 dias em 1988, mas que voltou a crescer, especialmente a partir de 2001, quando atingiu 130 dias e se manteve entre 140 e 150 dias nos últimos anos.

Aumento das alíquotas e impactos

O IBPT também destaca que a alíquota de ICMS aumentou em diversos estados em 2025, contribuindo para a elevação da carga tributária. Além disso, a tributação sobre operações financeiras e apostas esportivas foi ajustada, impactando diretamente a renda do cidadão.

Olenike expressou preocupação com a situação atual, afirmando que, apesar da alta arrecadação, a população ainda não percebe um retorno proporcional em serviços públicos de qualidade.

Opinião

A crescente carga tributária e os dias de trabalho dedicados a impostos refletem um desafio para a sociedade brasileira, que clama por mais eficiência na gestão pública e melhor retorno dos tributos pagos.