O cargo de diretor executivo no Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) está vago após a exoneração de João César Mattogrosso, oficializada no Diário Oficial do Governo do Estado em 25 de setembro. Ele deixa a autarquia para assumir a vaga de deputado estadual, no lugar de Neno Razuk, que foi destituído após a recontagem dos votos realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) em 21 de setembro.
A recontagem dos votos, que considerou uma ação movida pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE/MS), revelou fraude eleitoral relacionada a Loester Trutis e Raquelle Trutis, ambos do Partido Liberal (PL), por captação e gasto ilícito de recursos de campanha. Como resultado, o PL perdeu uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), que foi redistribuída ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).
Na edição de 22 de setembro do Diário Oficial do Parlamento, a Mesa Diretora publicou o ato que declarou a abertura da vaga anteriormente ocupada por Neno Razuk e convocou João César Mattogrosso para tomar posse no cargo de deputado estadual. Ele deve se apresentar para a posse em até 30 dias úteis e, como já foi deputado nesta legislatura na condição de suplente, não precisa prestar novo compromisso.
Neno Razuk, agora 1° suplente, pode enfrentar problemas legais, já que a recontagem dos votos e a condenação por fraude resultaram na perda de sua imunidade parlamentar. Ele corre o risco de ser preso ou obrigado a usar tornozeleira, embora ainda possa disputar uma vaga à Câmara dos Deputados, uma vez que sua condenação é de primeira instância.
Opinião
A situação de Neno Razuk levanta questões sobre a integridade do processo eleitoral e a responsabilidade dos representantes eleitos.





