A Polícia Federal (PF) deu início à 10ª fase da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira, 09 de julho de 2026, visando o publicitário Thiago Miranda. A operação investiga um esquema que teria como objetivo comprometer a credibilidade do Banco Central (BC) em meio à liquidação do Banco Master.
Durante a ação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Brasília, autorizados pelo ministro André Mendonça. O publicitário é acusado de coordenar uma campanha para deslegitimar o BC, a pedido do empresário Daniel Vorcaro, que está preso desde março e teve sua segunda delação rejeitada pela PF e pela PGR.
Os contratos com influenciadores digitais envolvidos na campanha chegariam a até R$ 2 milhões. A estratégia incluía postagens que apresentavam uma narrativa favorável a Vorcaro, alegando que o Tribunal de Contas da União (TCU) consideraria precipitada a decisão do BC de encerrar as atividades do banco.
Investigação sobre o CEO do Itaú
A investigação também abrange o CEO do Itaú, Milton Maluhy Filho, que, segundo diálogos extraídos do celular de Vorcaro, teria contrariado os interesses do empresário. Vorcaro buscava informações sobre a vida privada de Maluhy, evidenciando um possível monitoramento de rivais na imprensa.
Durante a operação, foram apreendidos computadores, documentos e celulares. A defesa de Thiago Miranda refutou as acusações, afirmando que ele sempre atuou dentro da legalidade e se colocou à disposição das autoridades para esclarecer os fatos.
Opinião
A Operação Compliance Zero revela a complexidade das relações entre o setor financeiro e a comunicação, destacando a necessidade de transparência e ética nas ações de publicitários e influenciadores.





