Os colombianos têm neste domingo (31) um encontro com as urnas para eleger o sucessor do presidente Gustavo Petro, em uma disputa eleitoral marcada pela polarização. O pleito envolve o candidato que segue o modelo social de Petro, Iván Cepeda, e aqueles que apostam em uma guinada à direita, como Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia. Ao todo, 41,1 milhões de colombianos estão registrados para votar, incluindo aqueles que residem no exterior.
Os eleitores escolherão exclusivamente o presidente e o vice-presidente, uma vez que as eleições legislativas já ocorreram em março. Para evitar um segundo turno, qualquer candidato deve obter mais de 50% dos votos. Iván Cepeda lidera as pesquisas, com estimativas de até 44% dos votos, enquanto De la Espriella oscila entre 30% e 37%. Paloma Valencia aparece em terceiro lugar, com 14% das intenções de voto.
Candidatos e suas propostas
Iván Cepeda promete dar continuidade à agenda progressista de Gustavo Petro, buscando reforçar a presença do Estado em questões como saúde e aposentadorias, além de reiniciar processos de negociação de paz com grupos armados. O candidato do Pacto Histórico possui uma carreira marcada pela defesa dos direitos humanos e por sua luta contra a corrupção.
Por outro lado, Abelardo de la Espriella se apresenta como um autoproclamado “outsider” e defende uma abordagem rigorosa contra a criminalidade, inspirando-se na política de Donald Trump. Ele promete um plano de choque para a crise de saúde e uma luta implacável contra a corrupção, propondo devolver aos colombianos os recursos desviados.
Paloma Valencia, do Centro Democrático, é apoiada pelo ex-presidente Álvaro Uribe e defende um aumento das ofensivas militares contra grupos armados, além de uma visão conservadora sobre questões sociais. Sua proposta inclui medidas punitivas e a colaboração com os Estados Unidos.
Desafios e preocupações
Um dos principais desafios para o próximo presidente será lidar com os problemas do sistema público de saúde, que enfrenta falta de medicamentos e de pessoal. A reforma da saúde de Gustavo Petro foi arquivada no Congresso após um ano de debates, o que levanta preocupações sobre a gestão e os recursos disponíveis.
A segurança também é uma questão crítica, com a Colômbia enfrentando altos índices de violência. Em 2025, a taxa de homicídios foi de 14.000, o que reflete a intensa atividade dos grupos armados, como o Clã do Golfo. Embora o governo tenha feito avanços em algumas áreas, como a reforma agrária, a realidade do narcotráfico continua a ser um desafio significativo.
Opinião
As eleições na Colômbia representam um momento decisivo, onde a escolha entre continuidade e mudança poderá moldar o futuro político e social do país.





