Economia

Governo Lula rebate tarifa de 12,5% dos EUA e defende combate ao trabalho escravo

Governo Lula rebate tarifa de 12,5% dos EUA e defende combate ao trabalho escravo

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou uma nova tarifa que entra em vigor em 24 de julho de 2026, impondo taxas de até 12,5% sobre importações de 60 países, incluindo o Brasil. O Brasil foi classificado no grupo de países que enfrentará a alíquota máxima, devido à ausência de proibições efetivas contra o trabalho escravo.

Detalhes da Nova Tarifa

A tarifa, que varia de 10% a 12,5%, será aplicada de acordo com o comprometimento dos países em proibir práticas de trabalho escravo. O USTR também divulgou uma lista de produtos isentos, que inclui itens como café, carnes e minérios. No entanto, o Brasil, por não ter uma proibição efetiva, foi submetido à alíquota padrão de 12,5%, junto com outros 53 países.

Reação do Governo Brasileiro

O governo Lula (PT) reagiu às acusações dos EUA, enfatizando seu compromisso no combate ao trabalho escravo. Em nota, o Planalto criticou a decisão do USTR, afirmando que a política comercial protecionista dos EUA manipula temas relacionados aos direitos humanos. O governo apontou que a ausência de uma base legal interna sustentava essa política.

Expectativas e Consequências

A expectativa é que a nova sobretaxa de 12,5% seja somada ao tarifaço de 25% já existente, impactando ainda mais a economia brasileira. O governo dos EUA, sob a administração de Donald Trump, havia excluído produtos essenciais para evitar choques na cadeia de suprimentos e no custo de vida dos americanos.

Exceções e Produtos Isentos

Os produtos isentos da nova tarifa incluem, entre outros: café solúvel, carnes diversas, hortaliças, e sementes específicas para plantio. O USTR detalhou a lista de isenções em 23 de julho de 2026, permitindo que alguns produtos importados antes da data de implementação da tarifa permaneçam isentos.

Opinião

A nova tarifa dos EUA representa um desafio significativo para o Brasil, que precisa reafirmar seu compromisso com os direitos humanos enquanto enfrenta medidas comerciais rigorosas.