O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está se preparando para uma proposta significativa que pode elevar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% (E32). Essa proposta será apresentada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), agendada para o início de maio de 2026.
O aumento do percentual de etanol visa reduzir a necessidade de importação de gasolina em cerca de 500 milhões de litros mensais, promovendo a autossuficiência do Brasil em combustíveis. Silveira destacou que a medida é excepcional e terá uma vigência inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada por igual período, conforme a deliberação do CNPE.
Expectativas de Produção e Autossuficiência
Durante a abertura da Safra Mineira de Açúcar e Etanol, o governo anunciou que espera um incremento de 4 bilhões de litros na produção nacional de etanol em 2026. Essa expectativa se alinha com a elevação anterior da mistura de etanol de 27% para 30% em 2025, que já visava a autossuficiência após 15 anos de dependência de importações.
O governo acredita que essa medida não apenas fortalecerá o agronegócio e a agricultura familiar, mas também poderá resultar em uma queda nos preços dos combustíveis. Um estudo do Itaú BBA indicou que, sem a expansão da produção de etanol, os preços da gasolina, etanol e diesel poderiam subir no curto prazo.
Base Legal e Viabilidade Técnica
A proposta de aumento da mistura de etanol está alinhada com a Lei do Combustível do Futuro, aprovada em 2024, que permite a mistura de até 35% de etanol anidro na gasolina. Testes realizados em 2025 confirmaram a viabilidade técnica do E32, assegurando a segurança na implementação dessa nova mistura.
Opinião
A proposta do governo Lula de aumentar o teor de etanol na gasolina reflete uma tentativa de promover a autossuficiência energética e fortalecer a produção nacional, mas gera discussões sobre seu impacto nos preços e na economia como um todo.





