Economia

Fundação Getulio Vargas revela crescimento da confiança empresarial em meio a incertezas

Fundação Getulio Vargas revela crescimento da confiança empresarial em meio a incertezas

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 1,1 ponto em junho, alcançando 92,7 pontos, conforme dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Este é o maior avanço registrado em cinco meses e o maior desde janeiro, quando o índice havia subido 1,2 ponto.

O crescimento foi impulsionado pela redução dos temores relacionados ao impacto da guerra no Oriente Médio, segundo Aloisio Campelo Jr., pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu para 94,4 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) avançou para 91,1 pontos.

Campelo destacou que a guerra não teve o impacto negativo que muitos empresários temiam, o que contribuiu para um movimento de retorno à normalidade no nível de atividade econômica. Ele observou que, no início do conflito, esperava-se uma desorganização global na cadeia de insumos, o que não ocorreu no Brasil, onde o impacto foi mínimo.

No entanto, o pesquisador alertou que a elevação do ICE não deve ser vista como um sinal de crescimento sustentável na confiança. Fatores como o patamar elevado de juros e o endividamento das famílias continuam a afetar a demanda. A alta dos juros torna as compras a prazo mais caras e dificulta o acesso ao crédito para os empresários.

Campelo também mencionou que a redução gradual dos juros tem sido feita de forma cautelosa, devido a um recente repique inflacionário. Ele expressou ceticismo sobre a continuidade do crescimento do ICE nos próximos meses, apontando que a cautela dos empresários será predominante, especialmente com as eleições no segundo semestre trazendo incertezas adicionais.

Opinião

A recente alta no ICE é um sinal positivo, mas as incertezas políticas e econômicas ainda pairam sobre o mercado, exigindo cautela dos empresários.