Política

Flávio Bolsonaro foge para os EUA com ajuda de jatos e agentes americanos

Flávio Bolsonaro foge para os EUA com ajuda de jatos e agentes americanos

A fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos após a derrota na eleição presidencial se assemelha a um enredo de filme de espionagem, segundo o relato do jornal argentino Clarín. A operação, que ocorreu em 30 de setembro de 2023, envolveu a ajuda de agentes americanos em território argentino e brasileiro, além do aluguel de pelo menos três jatos particulares para garantir alternativas caso o plano original falhasse.

Na noite de 27 de setembro, uma van branca com vidros escurecidos chegou ao aeroporto de Puerto Iguazú. Acreditava-se que a família Bolsonaro estava a bordo, mas na verdade, eles haviam chegado uma hora antes, com apoio de agentes dos EUA que organizaram a logística da operação. O jato Gulfstream IV, matrícula LV-JQW, decolou com destino a Miami, mas a verdadeira manobra ocorreu antes, com a entrada secreta da família na pista de decolagem.

Intervenção dos EUA e apoio argentino

O presidente argentino Javier Milei ordenou que seu assessor, Santiago Caputo, viajasse a Misiones para garantir que tudo ocorresse conforme o planejado. A operação incluiu a contratação de jatos que sobrevoaram a região, além de veículos com placas especiais para evitar bloqueios nas fronteiras. A família Bolsonaro percorreu cerca de 1,6 mil km de Brasília a Foz do Iguaçu, utilizando uma viagem terrestre que envolveu seis veículos como iscas para despistar possíveis perseguidores.

O Clarín destaca que a falta de transparência na operação e a interferência de uma potência estrangeira levantaram questões sobre o papel dos governos argentino e americano. Deputados do Partido Democrata enviaram perguntas ao secretário do Departamento de Estado, Marco Rubio, sobre a ajuda da Casa Branca e a atuação de funcionários dos EUA em diferentes países durante a fuga. O prazo para respostas sobre a fuga foi estipulado até 13 de novembro.

Opinião

A fuga de Flávio Bolsonaro levanta sérias questões sobre a influência estrangeira em assuntos internos e a proteção de líderes políticos em situações controversas.