A Fifa classificou, nesta terça-feira (4), como “pura ficção” uma notícia de que o presidente da entidade, Gianni Infantino, teria buscado apoio do presidente dos EUA, Donald Trump, após o fracasso de um plano para vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo. A negativa surgiu após o jornal New York Post noticiar que Infantino tentou, sem sucesso, falar com Trump por telefone desde que sua proposta foi rejeitada na sexta-feira (31).
Segundo a Fifa, “o presidente da Fifa não fez nenhuma ligação para o presidente dos EUA, nem para membros de seu governo, nos últimos dias. É pura ficção”, afirmou a entidade em comunicado. A repercussão negativa aumentou em torno do plano fracassado de Infantino de transferir os ativos comerciais da Fifa para uma nova empresa, a FFE (Fifa Forward Enterprise).
Fracasso na captação de investimentos
A proposta da Fifa previa captar até US$ 4,2 bilhões (R$ 20 bilhões) junto a investidores privados, por meio da venda de cerca de 20% dos direitos comerciais da entidade. No entanto, essa tentativa fracassou após forte resistência das partes interessadas. A relação entre Trump e Infantino, que se fortaleceram em eventos como a Copa do Mundo deste ano, agora se vê abalada pela repercussão negativa do plano.
A proposta consistia em abrir o braço comercial da Fifa para o capital privado, vendendo uma fatia dos direitos de suas principais competições. Diante da resistência global e ameaças de boicote, a Fifa foi forçada a desistir oficialmente do projeto. A estratégia de Infantino incluía a criação da nova subsidiária comercial, a FFE, onde a Fifa transferiria todos os seus valiosos direitos comerciais.
Pressão e prazos apertados
O “investidor âncora” interessado na compra era a gestora americana Thrive Capital, liderada por Joshua Kushner. Para convencer as 211 federações de futebol a aprovarem a mudança, Infantino usou uma agressiva barganha financeira, prometendo um pagamento único de US$ 20 milhões para cada federação e o aumento do investimento do programa Fifa Forward de US$ 8 milhões para US$ 20 milhões até 2030. O prazo final para que as federações assinassem o termo de consentimento era o dia 19 de setembro.
Opinião
A situação atual de Infantino levanta questões sobre sua liderança e a confiança das federações em sua capacidade de conduzir a Fifa em tempos de crise.





