O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu retirar o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news. A decisão, publicada em 09/09/2026, mantém todas as decisões já tomadas por Moraes até a data.
O inquérito, que foi aberto em março de 2019, visa combater a disseminação de notícias que prejudicam a honorabilidade e a segurança do STF e de seus membros. A medida foi inicialmente defendida pelo então presidente da Corte, Dias Toffoli, que nomeou Moraes como relator.
Crise entre Moraes e Mendonça
A decisão de Fachin ocorre em meio a uma crise entre Moraes e o ministro André Mendonça. Recentemente, Moraes havia incluído acusações contra Mendonça no inquérito, alegando que ele teria cometido improbidade administrativa e abuso de autoridade. As acusações sugerem que Mendonça favoreceu determinados grupos políticos.
Além disso, Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que continha mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro enviadas a Moraes. Vorcaro é o alvo central da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras bilionárias e que atualmente se encontra preso.
Com a nova decisão, o conteúdo da investigação contra Mendonça foi remetido ao presidente da Corte, Edson Fachin, que agora terá a responsabilidade de decidir os próximos passos.
Opinião
A retirada de Moraes da relatoria pode ser vista como uma tentativa de desacelerar a crise interna no STF, mas as implicações das acusações contra Mendonça continuam a gerar tensões significativas.





