O procurador-geral da República, Paulo Gonet, tomou uma decisão polêmica ao rejeitar a proposta de delação premiada do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. A informação foi confirmada por fontes da Folha de S.Paulo e da Gazeta do Povo. Gonet argumentou que as informações apresentadas por Costa não tinham ‘ineditismo’ e apresentavam ‘reduzida utilidade’ para as investigações em andamento.
Paulo Henrique Costa foi preso em 16 de abril de 2026, e atualmente permanece detido em Brasília. Ele é suspeito de ter operado um esquema fraudulento em colaboração com Daniel Vorcaro, que envolve tentativas de venda do Banco Master para o BRB. A defesa de Costa optou por não comentar a decisão da PGR.
Rejeição da Delação de Vorcaro
Em um desdobramento relacionado, a delação de Daniel Vorcaro também foi rejeitada pelas autoridades. Na mesma decisão, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a transferência de Vorcaro para a Papudinha, uma unidade prisional em Brasília, e determinou que medidas fossem tomadas para impedir qualquer comunicação entre Vorcaro e Costa.
Implicações da Decisão
A rejeição das delações levanta questões sobre a continuidade das investigações e a possibilidade de novos desdobramentos no caso. As declarações de Gonet indicam que as investigações já estão avançadas de maneira independente, o que pode impactar a estratégia de defesa de Costa e Vorcaro.
Opinião
A decisão da PGR pode ser vista como um sinal de que as autoridades estão determinadas a seguir adiante com as investigações, independentemente das delações, o que pode mudar o cenário para os envolvidos.





