O eurodeputado alemão Bernd Lange, presidente da Comissão de Comércio do Parlamento Europeu, fez uma proposta significativa nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2026, sugerindo que o Brasil se torne um membro associado da União Europeia (UE). A proposta surge em um contexto de incertezas políticas, especialmente devido às ações imprevisíveis dos Estados Unidos e a política industrial agressiva da China.
A ideia de Lange foi apresentada após o convite da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ao Canadá para se tornar o primeiro parceiro do bloco nesse modelo de associação. Em uma entrevista à emissora CNBC, Lange enfatizou a importância de fortalecer laços com países democráticos, citando o Canadá como um exemplo a ser seguido.
Discurso em Estrasburgo
No dia seguinte à proposta, o premiê canadense Mark Carney fez um discurso no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França, onde expressou entusiasmo pelo convite de von der Leyen. Carney destacou que o objetivo do Canadá não é dominar, mas sim garantir resiliência e proteger a soberania e as liberdades democráticas.
Lange também mencionou que a UE deve buscar construir laços econômicos mais sólidos com o Brasil, além de países como Indonésia, Japão e Coreia do Sul. Ele afirmou que é crucial formar um bloco forte em meio às incertezas globais.
Reações e Contexto Global
Enquanto isso, a relação entre os Estados Unidos e o Canadá enfrenta tensões, especialmente com a recente declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, que alertou sobre possíveis tarifas ao bloco europeu caso a parceria canadense com a UE seja estabelecida com “má intenção”. Este cenário complexo evidencia a necessidade de alianças estratégicas, como a proposta de Lange.
Opinião
A proposta de Lange pode abrir novas oportunidades para o Brasil no cenário internacional, refletindo a necessidade de fortalecer laços com democracias em tempos de incerteza.





