Economia

Donald Trump descarta taxa sobre escolta no Ormuz e petróleo dispara em meio a tensões

Donald Trump descarta taxa sobre escolta no Ormuz e petróleo dispara em meio a tensões

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta nesta terça-feira (14), estendendo os ganhos da véspera, em um cenário de tensões elevadas no Oriente Médio. O petróleo tipo Brent, referência mundial, subiu 1,72%, cotado a US$ 84,73 por barril, enquanto o WTI, referência americana, teve uma alta de 1,54%, a US$ 79,34 por barril.

Decisão de Trump e Impactos no Mercado

A volatilidade durante o pregão foi notável, com os preços se afastando das máximas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que não irá mais aplicar a taxa de 20% sobre a escolta de navios no Estreito de Ormuz. Essa via marítima é uma das mais importantes rotas de exportação de petróleo no mundo. Trump afirmou que a taxa será substituída por “acordos de comércio e investimentos” e garantiu que a via está aberta para navegação.

Apesar da notícia, os preços do petróleo voltaram a subir, impulsionados por novos relatos de ataques no Irã. A Guarda Revolucionária do Irã reportou operações militares no Kuwait e no Bahrein. Além disso, os Emirados Árabes Unidos informaram que dois de seus navios petroleiros foram atingidos enquanto transitavam pelo Estreito de Ormuz.

Previsões de Interrupções no Fornecimento

O economista Kieran Tompkins da Capital Economics alertou sobre a possibilidade de novas interrupções no fornecimento global de petróleo. Ele destacou que os estoques globais estão agora muito mais próximos de um ponto de inflexão, reduzindo a margem para absorver uma perda prolongada na oferta sem que os preços subam de forma acentuada.

Tompkins comentou que “se as condições continuarem a se deteriorar, as lições extraídas das fases anteriores do conflito sugerem que há amplo espaço para que a distribuição esperada dos preços futuros do petróleo se torne muito mais ampla e incerta”.

Opinião

A decisão de Trump pode ter um impacto imediato nas cotações do petróleo, mas as tensões no Oriente Médio continuam a ser um fator crítico a ser monitorado por investidores e analistas.