Economia

Oi S.A. enfrenta crise: caixa despenca 78% e operação pode parar em agosto

Oi S.A. enfrenta crise: caixa despenca 78% e operação pode parar em agosto

A Oi S.A. está enfrentando uma grave crise financeira, com a disponibilidade de caixa caindo de R$ 88,1 milhões para R$ 19,6 milhões, uma queda de quase 78%. A administradora judicial da empresa informou à Justiça que, a partir de 1º de agosto, a Oi não terá mais condições financeiras para operar.

O pedido de falência da Oi foi negado e convertido em recuperação judicial, mas essa situação é sustentada por uma liminar, com o pedido de falência ainda sendo alvo de recurso. A situação se agrava com a desconfiança do mercado, que dificulta a obtenção de novos recursos para a empresa.

Venda recusada e ações em queda

Outro fator que contribui para a crise é a recusa da assembleia de credores em aprovar a venda da fatia da Oi na V.tal, considerada o “bem mais valioso da Oi”, a fundos ligados ao BTG Pactual e à BGC Fibra Participações. A venda, que poderia render à empresa R$ 4,5 bilhões, foi considerada insuficiente para cobrir as dívidas com os trabalhadores. A proposta original previa um valor de R$ 12,5 bilhões.

No mercado, a ação ordinária da Oi (OIBR3) está cotada a R$ 0,13, apresentando uma queda de 77,97% no último ano. Já a ação preferencial (OIBR4) está a R$ 0,78, com uma queda de 90,45% no mesmo período.

Histórico de recuperação judicial

Este não é o primeiro pedido de recuperação judicial da Oi. O primeiro ocorreu em 2016, quando a empresa enfrentava uma dívida de R$ 65,4 bilhões. Essa recuperação judicial se tornou a mais longa do país, durando até 2022.

Opinião

A situação da Oi S.A. é um reflexo das dificuldades enfrentadas por empresas em um mercado cada vez mais desafiador, levantando questões sobre a sustentabilidade do setor.