O deputado federal Beto Pereira (Republicanos), de Mato Grosso do Sul, apresentou no dia 10 de outubro de 2023 um novo projeto de lei que visa modificar os critérios de indicação e nomeação dos ministros dos tribunais superiores, incluindo o Supremo Tribunal Federal (STF). O Projeto de Lei 2.993/2026 tem como objetivo tornar os critérios para ‘notável saber jurídico’ mais objetivos e claros.
Segundo Beto Pereira, a Constituição Federal não fornece uma definição precisa sobre o que constitui ‘notável saber jurídico’, permitindo interpretações variadas e decisões políticas. Ele argumenta que isso gera incertezas na escolha de membros do STF e de outras instituições, como o Tribunal de Contas da União.
Critérios Propostos
O projeto sugere a definição de critérios que incluirão: a posse de doutorado em Direito, a produção científica e publicações relevantes, a atuação no magistério superior, e o reconhecimento pela comunidade jurídica. Além disso, a proposta considera a possibilidade de premiar profissionais que se destacam na área.
Discussão Ampla
Beto Pereira vê essa proposta como o início de um debate mais abrangente sobre o sistema judiciário brasileiro, incluindo questões como o mandato para ministros do STF e restrições ao exercício da advocacia após o término do mandato. Ele enfatiza que essa discussão é necessária e inevitável.
Histórico da Exigência
A exigência de ‘notável saber’ não é nova. Desde a Constituição de 1934, o termo ‘notável saber jurídico’ está presente, e sua redação foi mantida até a Constituição de 1988. O deputado relembra que, em 1891, tentativas de nomeações sem a qualificação adequada foram rejeitadas pelo Senado, ressaltando a importância de critérios bem definidos.
O projeto ainda precisa passar por diversas etapas legislativas, incluindo análise e votação na Câmara e no Senado, além da sanção presidencial, antes de se tornar lei.
Opinião
A proposta de Beto Pereira pode ser um passo importante para trazer clareza e objetividade ao processo de nomeação de ministros, mas também levanta questões relevantes sobre o futuro do judiciário no Brasil.





