O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou nesta terça-feira (3) que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais terá uma tramitação mais lenta. Alcolumbre afirmou que a proposta precisará passar por um circuito de comissões antes de ser aprovada, destacando a importância de “melhorar” o texto.
Tramitação e Pressão Política
Durante sua declaração, Davi Alcolumbre enfatizou que é “razoável melhorar” a PEC, ressaltando que todos os senadores têm cobrado que as matérias sejam discutidas em comissões. Ele destacou que o Senado não deve ser apenas uma Casa “carimbadora” do texto aprovado pela Câmara dos Deputados.
Importância da Proposta
A proposta, considerada popular e uma aposta do governo federal para aumentar a popularidade em ano eleitoral, foi aprovada na Câmara no último dia 28 de maio de 2026. Alcolumbre expressou seu desejo de que o Senado possa debater um assunto de tal relevância com calma e profundidade.
Relação Estremecida
A apreciação da PEC pode ser impactada pela relação tensa entre os chefes do Legislativo e do Executivo, especialmente após a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Alcolumbre também se queixou de pressões relacionadas à CPMI do Master, afirmando ser “vítima todos os dias” de ataques e que não é mais possível escolher um lado ou outro.
Opinião
A tramitação mais lenta da PEC pode trazer um debate mais qualificado, mas também reflete a fragilidade das relações políticas atuais.





