A CureVac, empresa de biotecnologia alemã, entrou com um processo contra a Moderna em um tribunal federal de Delaware (EUA) no dia 24 de fevereiro, alegando que a vacina Spikevax contra a covid-19 infringiu patentes relacionadas à tecnologia de RNA mensageiro (mRNA). Neste processo, a CureVac afirma que a Moderna copiou sua tecnologia para estabilizar o mRNA, fundamental para o uso em vacinas, e solicita royalties das vendas da Spikevax como compensação por danos.
A BioNTech, que adquiriu a CureVac no ano passado, também está envolvida em disputas legais, tendo processado a Moderna em fevereiro, relacionado à sua vacina de próxima geração contra a covid-19, a mNEXSPIKE. Em contrapartida, a Moderna já havia processado a Pfizer e a BioNTech em 2022, em um caso que ainda está em andamento.
A CureVac acusa a Moderna de infringir um total de oito patentes nos Estados Unidos. Esse processo faz parte de uma crescente onda de litígios por patentes entre empresas de biotecnologia, que buscam garantir royalties pelas tecnologias utilizadas em vacinas de sucesso contra a covid-19. Empresas como GlaxoSmithKline, Bayer e Alnylam Pharmaceuticals também estão movendo ações semelhantes, tentando garantir uma parte das receitas que chegam a dezenas de bilhões de dólares provenientes das vendas de vacinas.
Opinião
O aumento das disputas judiciais no setor de biotecnologia reflete a intensa competição e a importância das inovações tecnológicas na luta contra a pandemia.





