O mundo vive hoje em crescente tensão, quase como se quisesse superar os tempos sombrios da Guerra Fria. Nesse cenário, ressoa com vigor o apelo de São João XXIII à humanidade, feito há mais de sessenta anos. A paz parece buscar apoio no medo do adversário, e a Pacem in Terris se apresenta como uma base moral para as relações entre os povos.
A primeira reação à guerra é a verdade. Quando a verdade é manipulada, o terreno da guerra se torna fértil. A mentira, que causou a desastrosa guerra no Oriente Médio, é um exemplo claro de como a falta de honestidade pode levar a conflitos. Além disso, a justiça é fundamental; nenhuma guerra é justa quando busca a aniquilação do adversário. A Primeira Guerra Mundial, ao impor a submissão do vencido, é considerada o estopim que desencadeou o segundo e mais brutal conflito global.
Apelo pelo desarmamento
Em linha com os ensinamentos de São João XXIII, a busca pela liberdade é vital para a paz mundial. A liberdade deve ser uma libertação de todas as necessidades materiais e restrições à livre manifestação de pensamento e crença. A paz depende do amor, ou da incessante busca pela civilização do amor, como destacou Paulo VI.
Para alcançar a paz, é essencial reconhecer a necessidade de uma autoridade mundial, que funcione como mediadora de conflitos e controle os arsenais, especialmente as armas nucleares. As Nações Unidas têm reiterado a necessidade de limitar e reduzir os arsenais militares, com atenção especial às armas nucleares. Este mês, o Papa Francisco renovou sua súplica pelo desarmamento em forma de oração, enfatizando a urgência dessa questão.
Obstáculos e a importância do diálogo
Os obstáculos para a paz são persistentes, incluindo rivalidades históricas e um significativo sectarismo religioso, que alimentam a produção de armamentos e a modernização de arsenais. A política atual parece ceder à brutalidade e às soluções unilaterais, em detrimento do diálogo e do direito internacional. Isso reforça a ideia de que há um ataque planejado à existência e ao funcionamento dos organismos multilaterais.
Os instrumentos para a preservação da paz exigem boa vontade e diálogo como único caminho para a resolução de controvérsias. É necessário insistir na civilização do amor e iniciar o desarmamento, especialmente o nuclear, como suplica o Sumo Pontífice. Enquanto houver propósitos de dominação, o caminho para a paz continuará distante.
Opinião
A busca pela paz e pelo desarmamento deve ser uma prioridade global, e o diálogo deve prevalecer sobre a força em todas as circunstâncias.





