A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) atribuiu diretamente ao governo e a atitudes do presidente Lula a aplicação de novas taxas dos Estados Unidos a produtos brasileiros. O anúncio do novo tarifaço americano na noite do dia 15 de julho de 2026 foi seguido de uma série de repercussões, tanto do setor produtivo quanto do governo brasileiro.
O governo petista atribuiu a crise à família Bolsonaro e sua relação com Donald Trump, enquanto a oposição da direita sustenta que o endurecimento da relação bilateral se deve à condução hostil do comando brasileiro. A Fiesp acompanhou esta avaliação.
Reação de Paulo Skaf e críticas de Marco Aurélio de Carvalho
Em uma nota, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afirmou: “Em um momento de extrema sensibilidade econômica mundial, a opção do governo brasileiro por ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington acabou por minar vínculos construídos ao longo de mais de 200 anos de cooperação bilateral”. Skaf, que já foi candidato ao Palácio dos Bandeirantes, viu na aplicação do tarifaço um resultado da política de enfrentamento de Lula aos EUA, com um objetivo político-eleitoral.
O coordenador da campanha de reeleição de Lula, Marco Aurélio de Carvalho, rebateu Skaf e classificou a nota como “vergonhosa”. Carvalho destacou que a “instrumentalização de uma entidade importante como a Fiesp preocupa a sociedade, mas principalmente deveria preocupar seus associados”. Ele pediu que Skaf seja publicamente cobrado por não buscar consenso e harmonia.
Responsabilização e críticas internacionais
O governo brasileiro emitiu uma nota alegando que a imposição da taxa é o resultado de um “enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro”. Em resposta, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, criticou Lula, afirmando que “no último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso”.
A oposição passou a utilizar a manifestação de Rubio nas redes sociais, com Flávio Bolsonaro chamando o petista de “Biden brasileiro”, classificando-o como “ranzinza”, “inconsequente” e “um perigo para a nossa nação”.
Opinião
A tensão entre a Fiesp e o governo Lula evidencia as complexidades das relações políticas e econômicas atuais, refletindo a polarização no cenário nacional.





