A economia da Coreia do Sul retomou o crescimento no primeiro trimestre de 2023, com uma expansão de 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em relação ao ano anterior, conforme estimativa preliminar do Banco da Coreia. Este crescimento é o mais forte desde o terceiro trimestre de 2020, superando a previsão de 1,0% feita por economistas consultados pela Reuters.
O impulso foi dado pelas exportações de tecnologia, especialmente semicondutores, que cresceram 182,5% em comparação ao ano anterior, contribuindo para um aumento total das exportações de 5,1%. O investimento em construção também se destacou, subindo 2,8% após uma queda de 3,9% no trimestre anterior.
Desafios no Setor Energético
Entretanto, a Coreia do Sul enfrenta desafios significativos devido à sua dependência do Oriente Médio para cerca de 70% de suas importações de petróleo. A recente escalada das tensões no Oriente Médio, especialmente a guerra entre Estados Unidos e Israel contra Irã e Líbano, gerou preocupações sobre o aumento dos preços da energia, especialmente após o fechamento do Estreito de Ormuz.
O chefe de gabinete presidencial, Kang Hoon-sik, anunciou que o país garantiu o carregamento de 273 milhões de barris de petróleo em uma viagem ao Cazaquistão, Omã, Arábia Saudita e Catar. Além disso, a Coreia do Sul assegurou o fornecimento de 2,1 milhões de toneladas métricas de nafta, essencial para a produção de semicondutores.
Medidas Governamentais e Orçamento Suplementar
Para mitigar os efeitos da guerra e proteger as famílias vulneráveis, o governo do presidente Lee Jae-myung aprovou um orçamento suplementar de 26,2 trilhões de won (US$ 17,7 bilhões). Os fundos incluem vouchers para consumidores de baixa renda e apoio a tetos de preços de combustíveis.
Os dados alfandegários mostram que as exportações sul-coreanas atingiram US$ 50,4 bilhões nos primeiros 20 dias de abril, um aumento de 49,4% em relação ao ano anterior, destacando a recuperação das vendas externas.
Opinião
A recuperação econômica da Coreia do Sul é promissora, mas a dependência do petróleo do Oriente Médio e a inflação emergente podem criar novos desafios no futuro.





