A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou uma projeção alarmante sobre o impacto das novas tarifas que podem ser impostas pelo Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) às exportações brasileiras. Segundo o relatório, 31,6% das exportações para os EUA poderão enfrentar uma alíquota de 37,5%, um aumento significativo de 27,5 pontos percentuais em relação à tarifa atual de 10%.
Além disso, a pesquisa indica que 35,2% das exportações brasileiras estarão sujeitas às novas tarifas, enquanto 54,1% podem sofrer taxação adicional, considerando as medidas setoriais já em vigor. Essa mudança pode ser aplicada a partir de 15 de julho de 2026.
Investigação e Retaliação Comercial
A investigação que fundamenta essas tarifas é baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA de 1974, que permite a Washington retaliar países cujas práticas comerciais sejam vistas como injustas. O governo dos EUA aponta a insegurança jurídica, o ativismo judicial e o intervencionismo estatal no Brasil como razões para essa medida.
O governo Trump alega que o Brasil distorce as práticas de livre mercado através de ações como censura digital, protecionismo tarifário, pirataria, desmatamento ilegal e impunidade em casos de corrupção. A recomendação inicial é de uma tarifa extra de 25% sobre os produtos brasileiros.
Consequências e Desdobramentos
O impacto dessas tarifas pode ser profundo para diversos setores da economia brasileira, afetando a relação comercial entre Brasil e EUA. O USTR já publicou um relatório recomendando a aplicação dessas tarifas, que ainda dependem de consultas públicas e audiências antes da decisão final.
Opinião
A situação exige atenção redobrada do governo brasileiro, que deve agir rapidamente para mitigar os impactos negativos dessas tarifas sobre a economia nacional e as relações comerciais com os Estados Unidos.





