O Dia dos Pais traz à tona a importância da educação pelo exemplo no combate à misoginia. Cleomar Barros, de 43 anos, morador de Brasília, é um exemplo de pai que ensina seu filho a respeitar as meninas desde pequeno. Durante uma conversa, ele abordou a necessidade de tratar as mulheres com respeito, reforçando a importância dessa educação dentro de casa.
O psicanalista Thiago Queiroz, que possui 324 mil seguidores em sua página, também enfatiza que o respeito às mulheres deve ser naturalizado. Segundo ele, as crianças aprendem observando o comportamento dos pais e, por isso, é fundamental que os homens se tornem parceiros na educação dos filhos.
A importância da educação na luta contra a misoginia
O trabalho de pais como Cleomar e Thiago reflete um aumento na conscientização sobre a misoginia e a necessidade de políticas públicas voltadas para a paternidade. A psicóloga Bárbara Lobato aponta que, nos últimos anos, mais pais têm se mostrado atentos a essa questão, buscando construir um ambiente saudável para seus filhos.
A professora Ana Paula Lilly, de 56 anos, que atua em Bauru (SP), observa que os discursos de misoginia também chegam aos adolescentes por meio de grupos de mensagens. Ela defende que a escola deve agir em parceria com as famílias para promover o respeito e a igualdade.
Novas iniciativas e redes de apoio
Em São Paulo, um grupo de pais criou o canal de vídeos Papicast para discutir a paternidade e oferecer apoio mútuo. Tiago Koch, cofundador do projeto, acredita que os pais devem estabelecer limites e ajudar os filhos a entenderem as relações com as meninas. Ele destaca que os jovens estão buscando ajuda para lidar com as novas dinâmicas sociais.
Além disso, o terapeuta Fábio Manzoli, criador do canal “Masculinidade saudável”, fala sobre a importância de romper com padrões machistas que foram ensinados no passado. Ele acredita que os pais podem mostrar vulnerabilidade e permitir que seus filhos também expressem suas emoções.
Opinião
A luta contra a misoginia começa em casa, e a atuação consciente dos pais pode moldar uma nova geração mais respeitosa e igualitária.





