A Chevron divulgou seus resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026, reportando um lucro líquido de US$ 2,29 bilhões, o que representa uma queda de 34,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A companhia, com sede em Houston, nos Estados Unidos, mostrou um desempenho que, apesar da queda, ainda reflete um crescimento em outros aspectos.
Produção e Receita
No primeiro trimestre, a Chevron alcançou uma produção média de 3,858 milhões de barris de óleo equivalente por dia, um crescimento de 15% em comparação ao primeiro trimestre de 2025. O aumento na produção é atribuído principalmente à aquisição da Hess e ao avanço nas operações nas regiões do Golfo do México e da Bacia Permiana, que compensaram as interrupções no Oriente Médio e na joint venture Tengizchevroil no Cazaquistão.
A receita líquida da empresa totalizou US$ 48,6 bilhões, representando uma alta de 2,1% em relação aos US$ 47,6 bilhões do ano anterior. Contudo, o lucro foi impactado por efeitos de calendário e uma perda de US$ 223 milhões devido a efeitos cambiais.
Desempenho e Perspectivas
Mike Wirth, diretor-presidente da Chevron, destacou a resiliência do portfólio da empresa e a importância de uma execução disciplinada em um ambiente de elevada volatilidade geopolítica. “Continuamos a monitorar de perto os desdobramentos no Oriente Médio, com foco na segurança da nossa força de trabalho e na integridade dos nossos ativos e operações”, afirmou Wirth.
Acordo na Venezuela
Entre os principais destaques do trimestre, a Chevron anunciou um acordo para aumentar sua participação na joint venture que opera na Venezuela, além de incluir direitos para o desenvolvimento de uma área adjacente na região petrolífera de Orinoco.
Opinião
A queda no lucro da Chevron evidencia os desafios enfrentados pela indústria de petróleo em um cenário global instável, mas também ressalta a importância de estratégias de crescimento e resiliência em tempos de crise.





