O Ministério Público do Paraná e a Secretaria da Segurança Pública do estado deflagraram, no dia 15 de outubro, a Operação Panóptico, uma megaoperação destinada a combater uma suposta organização criminosa de abrangência nacional. Coordenada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), a operação mobilizou cerca de mil policiais em uma ação simultânea em 34 municípios do Paraná e em outros três estados: Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Durante a operação, foram cumpridos 304 mandados judiciais e 176 ordens de prisão emitidas, com um total de 255 mandados de busca e apreensão de provas. Até as 11h do mesmo dia, 97 mandados de prisão já haviam sido cumpridos contra investigados que estavam em liberdade. A ação também resultou em troca de tiros em Cambé e Nova Londrina, onde um policial foi atingido, mas não corre risco de morte.
De acordo com o MPPR, ao menos dois suspeitos de integrar a facção criminosa foram mortos durante as abordagens, um deles possuía dois mandados de prisão em aberto, enquanto o outro era procurado por fazer parte do PCC. O objetivo da operação é responsabilizar o maior número de integrantes da facção, enfraquecendo sua atuação no estado e arrecadando provas para elucidar outros crimes.
A Secretaria da Segurança Pública do Paraná informou que 204 equipes das polícias Militar, Civil, Penal e Científica participaram da ação, que visa desarticular a estrutura da organização criminosa e interromper suas atividades ilícitas. O nome da operação, Panóptico, deriva do conceito de vigilância permanente, popularizado pelo sociólogo Michel Foucault.
Opinião
A Operação Panóptico é um passo significativo no combate ao crime organizado no Paraná, demonstrando a união das forças de segurança para enfrentar facções que atuam em diversas regiões do país.





