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Capitão Clemente nega relação entre confrontos e decisão dos EUA sobre PCC e CV

Capitão Clemente nega relação entre confrontos e decisão dos EUA sobre PCC e CV

Capitão Clemente, subcomandante do Batalhão de Choque, negou qualquer relação entre o aumento dos confrontos policiais em Mato Grosso do Sul e a recente decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas. Durante uma coletiva de imprensa, o capitão explicou que a escalada de violência é resultado da crescente atuação do crime organizado no Estado.

Segundo o capitão, “não tem essa relação diretamente” e destacou que a violência do crime tem aumentado em resposta ao combate efetivo das forças de segurança. “O crime cada vez mais está se utilizando de violência, de ameaça, porque o Estado também está em cima deles. Então, o Estado está fazendo a sua parte”, afirmou.

Confrontos e Mortes em 2026

Os dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) revelam que, entre 1º de janeiro e 9 de junho de 2026, 50 pessoas morreram em confrontos com agentes de Estado. Entre as mortes mais recentes, destacam-se:

  • A.D.S, que morreu em confronto em Sonora em 9 de junho;
  • M.E.A., de 22 anos, que foi morto em Sidrolândia em 8 de junho;
  • M.O.M.S, de 19 anos, que faleceu em Campo Grande em 6 de junho;
  • C.D.F.M. e A.C.C.R., que morreram em confronto em Rio Verde em 5 de junho.

Essas mortes são classificadas como homicídios decorrentes de oposição à intervenção policial, ocorrendo em diversas situações, como abordagens e flagrantes de tráfico de drogas.

Aumento dos Conflitos

O capitão Clemente também comentou sobre o aumento dos confrontos na região norte de MS, afirmando que é um fenômeno esporádico. Ele destacou que o Estado possui cinco divisas e duas fronteiras, o que contribui para a complexidade da situação de segurança no local. Em 2025, 73 pessoas já haviam morrido em confrontos com a polícia, evidenciando uma tendência preocupante.

Opinião

A situação em Mato Grosso do Sul reflete a luta constante entre as forças de segurança e o crime organizado, evidenciando a necessidade de estratégias mais eficazes para garantir a segurança da população.