Análise mensal da cesta básica de alimentos, realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), revelou uma queda de 0,49% em agosto em Campo Grande. O custo da cesta básica agora é de R$ 805,13, o que representa um recuo em relação ao mês anterior, que foi de 4,73%. Apesar dessa aparente melhora, em comparação a agosto de 2025, há um aumento de 4,73% e uma alta acumulada de 3,77% neste ano de 2026.
Ranking das Capitais e Renda Comprometida
Campo Grande ocupa a sexta posição no ranking das capitais com os maiores custos de cesta básica, ficando atrás de São Paulo, Cuiabá, Rio de Janeiro, Florianópolis e Porto Alegre. Para adquirir a cesta básica, o trabalhador campo-grandense precisa trabalhar 109 horas e 16 minutos com um salário mínimo de R$ 1.621,00, comprometendo 53,70% de sua renda.
Variações de Preços dos Alimentos
No último mês, o preço do tomate teve uma queda significativa de 27,09%, enquanto a banana registrou um aumento de 9,03%. Além disso, produtos como feijão carioca e café em pó também apresentaram variações, com quedas de 5,09% e 1,63%, respectivamente. Por outro lado, o açúcar cristal e a manteiga tiveram aumentos de 1,06% e 1,08%.
Impacto na Renda e Comparativo Anual
Nos últimos 12 meses, quase metade dos itens da cesta básica apresentaram aumento de preço, com destaque para a batata, que subiu 39,42%. Em contrapartida, alguns produtos, como açúcar cristal e café em pó, ficaram mais baratos em comparação ao ano passado. Em 2026, as altas acumuladas nos preços refletem uma pressão contínua sobre o bolso do consumidor em Campo Grande.
Opinião
A situação da cesta básica em Campo Grande evidencia a necessidade urgente de políticas públicas que ajudem a aliviar o impacto financeiro sobre os trabalhadores, que já comprometem uma parte significativa de sua renda para garantir a alimentação.





