Economia

BRB desiste de venda de R$ 15 bilhões e revela crise após prisão de ex-presidente

BRB desiste de venda de R$ 15 bilhões e revela crise após prisão de ex-presidente

O Banco de Brasília (BRB) anunciou que não dará continuidade às tratativas para a venda de R$ 15 bilhões em ativos do Banco Master à Quadra Gestão de Recursos. A desistência foi comunicada em um fato relevante divulgado no dia 17 de julho de 2026, onde a estatal alegou que os termos do memorando de entendimento não foram cumpridos.

Apesar da desistência, o BRB informou que continuará buscando empresas para alienar os ativos, que passaram a ser denominados de “podres”. As tratativas para a venda foram reveladas em 20 de abril, logo após a prisão do ex-presidente da instituição, Paulo Henrique Costa, acusado de facilitar a aquisição de papéis sem valor em troca de benefícios que incluiriam R$ 146 milhões em imóveis de bairros nobres de São Paulo.

A negociação foi parcialmente efetivada, com imóveis avaliados em R$ 74,6 milhões. A defesa de Costa considera a prisão desnecessária e afirma que provará a inocência do ex-presidente.

Crise de Liquidez

Atualmente, o BRB enfrenta uma grave crise de liquidez, necessitando de R$ 6,6 bilhões para equilibrar suas contas. O Supremo Tribunal Federal (STF) se envolveu na situação, resultando em um acordo para um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A divergência estava relacionada à garantia da operação, uma vez que o Tesouro Nacional se recusou a participar diretamente, mas ajudou a formar um consórcio de bancos privados como segurança para o FGC.

Em caso de não pagamento, os bancos deverão ser ressarcidos por meio de recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Contudo, a operação de crédito ainda não foi concluída e enfrenta incertezas quanto à capacidade do governo distrital de honrar as parcelas.

Opinião

A desistência do BRB em vender seus ativos e a prisão de seu ex-presidente evidenciam a instabilidade e os desafios financeiros que a instituição enfrenta, refletindo uma crise que pode impactar a confiança dos investidores.