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Brasil pode enfrentar ondas de calor extremo; El Niño traz alerta vermelho

Brasil pode enfrentar ondas de calor extremo; El Niño traz alerta vermelho

O histórico de temperaturas em anos de El Niño indica que o Brasil pode enfrentar ao menos seis episódios de calor extremo entre setembro e dezembro de 2026. O fenômeno no Oceano Pacífico vem se intensificando, e órgãos de monitoramento climático já classificam o momento atual como de fortalecimento do El Niño.

Em boletim de 10 de setembro, a agência meteorológica dos Estados Unidos calculou em mais de 90% a chance de o El Niño atingir intensidade muito forte nos próximos meses. No trimestre de outubro a dezembro, existe ainda 75% de chance de que esse El Niño supere todos os episódios já registrados pela agência desde 1950.

Calor extremo já é uma realidade

O calor chegou antes mesmo de a estação avançar por completo. Áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul entraram em aviso vermelho, com termômetros até 5°C acima da média por vários dias seguidos. A primeira onda começou no fim de setembro, e cidades do Centro-Oeste podem passar dos 40°C, com Cuiabá alcançando quase 41°C nas previsões mais recentes.

Projeções alarmantes

Pesquisadores projetam cerca de 451 mil mortes adicionais entre junho de 2026 e fevereiro de 2027 devido ao calor extremo ligado ao El Niño. O Ministério da Saúde recomenda atenção redobrada a grupos mais vulneráveis ao calor durante episódios de temperatura extrema, como idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.

Outubro deve trazer temperaturas acima da média em quase todo o país, especialmente no Centro-Oeste e Sudeste, onde Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais podem registrar médias mais de 2°C acima do esperado.

Riscos à saúde e histórico recente

A combinação entre El Niño em intensificação e o histórico recente de calor, quando 58 dias tiveram temperaturas iguais ou superiores a 40°C em diferentes localidades, reforça o cenário de atenção prolongada para as próximas semanas. Cuiabá, que já chegou perto dos 41°C na primeira onda da primavera, segue entre as cidades mais monitoradas pelo Instituto Nacional de Meteorologia nos próximos dias.

Opinião

A situação exige uma resposta rápida e eficaz das autoridades, além de conscientização da população sobre os riscos do calor extremo.