O Brasil registrou a criação de apenas 58 mil empregos com carteira assinada em julho de 2026, uma queda de 56,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, representando o pior resultado para julho desde 2020, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O mês teve 2,26 milhões de contratações e 2,2 milhões de demissões.
Desempenho abaixo do esperado
O resultado de julho de 2026 é uma forte desaceleração na abertura de postos formais, ficando bem abaixo dos 133,9 mil empregos criados no mesmo período do ano anterior. O histórico mostra que, em 2020, o Brasil fechou 108,5 mil vagas devido à pandemia da Covid-19. Em 2021, a recuperação trouxe 307 mil empregos criados em julho.
Acumulado do ano e estoque de empregos
No acumulado de janeiro a julho de 2026, o Brasil criou 972,2 mil empregos formais, o que representa uma queda de 21% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram abertas 1,22 milhão de vagas. Apesar da desaceleração, o estoque de empregos com carteira assinada chegou a 48,08 milhões ao fim de julho, superando os 48,02 milhões de junho e os 47,2 milhões contabilizados em julho de 2025.
Setores com saldo positivo e negativo
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revelam que quatro dos cinco principais setores da economia apresentaram saldo positivo em julho: Serviços (+24.098 vagas), Construção Civil (+12.691 vagas), Agropecuária (+12.523 vagas) e Indústria (+11.315 vagas). O Comércio, por outro lado, teve uma perda de 2.056 vagas.
Impacto regional e salário médio
Na divisão regional, o Sudeste foi a área que mais criou empregos, com 21,6 mil vagas, seguido pelo Nordeste (+18,9 mil), Centro-Oeste (+9,9 mil) e Norte (+8,3 mil). O Sul foi a única região a registrar um resultado negativo, com 628 vagas fechadas. O salário médio real de admissão subiu para R$ 2.419,23 em julho, contra R$ 2.404,10 em junho, refletindo um aumento em relação a julho de 2025, quando o valor era de R$ 2.370,85.
Opinião
A desaceleração no mercado de trabalho é preocupante e reflete desafios econômicos que precisam ser enfrentados urgentemente.





