Futebol

Atlético-MG e Botafogo lideram endividamento de R$ 14,3 bilhões em 2025

Atlético-MG e Botafogo lideram endividamento de R$ 14,3 bilhões em 2025

Os clubes brasileiros enfrentam um endividamento alarmante, que deve atingir R$ 14,3 bilhões em 2025, segundo análise da EY (antiga Ernest & Young). O aumento de 46% no endividamento líquido entre 2021 e 2025 reflete um cenário preocupante para as agremiações.

Aumento das Dívidas e Causas

Embora tenha havido uma ligeira queda de 3% no endividamento entre 2022 e 2023, a tendência geral é de alta. Em comparação com 2024, o aumento foi de 15%, enquanto o crescimento de 18% em 2023 foi o maior da série. Das dívidas totais, mais da metade, ou R$ 7,4 bilhões, refere-se a empréstimos e tributos.

Clubes em Situação Crítica

O Atlético-MG se destaca como o clube mais endividado, com R$ 2,28 bilhões em dívidas, seguido pelo Botafogo, que possui R$ 2 bilhões. O Corinthians também apresenta um cenário preocupante, com R$ 1,53 bilhão em dívidas.

José Ronaldo Rocha, sócio da EY, explica que a inflação na busca por reforços não foi acompanhada pelo aumento das receitas. Isso leva muitos clubes a recorrerem a linhas de crédito para equilibrar o fluxo de caixa, tornando a situação financeira mais delicada.

Crescimento das Receitas

Apesar do endividamento, as receitas dos clubes brasileiros superaram os R$ 14,9 bilhões, um aumento de 73% em relação a 2021. Contudo, quase metade desse total (49%) é concentrada em apenas cinco clubes da Série A: Flamengo, Palmeiras, Botafogo, São Paulo e Fluminense.

Desafios Futuros

O cenário revela que, mesmo com crescimento nas receitas, a concentração de valores e a necessidade de uma gestão financeira eficiente são cruciais para a sobrevivência dos clubes. A SAF (Sociedade Anônima do Futebol) não garante sucesso financeiro, sendo a disciplina e a transparência na execução do planejamento as verdadeiras chaves para a recuperação.

Opinião

A situação financeira dos clubes brasileiros é um reflexo de um sistema que precisa urgentemente de reformas e uma gestão mais responsável para garantir a sustentabilidade a longo prazo.