A Anvisa anunciou o recolhimento voluntário do lote LZ1 VAL 20012 da água mineral Crystal, marca da Coca-Cola Company, após a detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras. O laudo foi emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) e a decisão foi comunicada em uma resolução publicada no Diário Oficial da União no dia 3 de junho de 2026.
O lote em questão contém 374,4 mil garrafas de 500 ml, produzidas em 20 de janeiro de 2026 em Luziânia (GO). As garrafas foram distribuídas em quatro estados: Distrito Federal (230,4 mil), Goiás (66,8 mil), São Paulo (75,7 mil) e Tocantins (1,4 mil).
Investigação e Ação Preventiva
A fabricante Mineração Bom Jesus (MBJ) decidiu realizar o recolhimento assim que o laudo foi divulgado. A Brasal Refrigerantes, parceira da Coca-Cola, conduziu a ação preventiva. A presença da Pseudomonas aeruginosa foi a mesma identificada em produtos da marca Ypê, levantando preocupações sobre a segurança alimentar.
A bactéria é conhecida por sua resistência a antibióticos e pode causar infecções urinárias e respiratórias. Em resposta à situação, a Mineração Bom Jesus afirmou que está realizando uma investigação interna para avaliar as causas da contaminação.
Posicionamento das Empresas
A Coca-Cola Company esclareceu que o lote foi envasado fora de sua área de operação e não está relacionado à sua malha logística. A empresa tranquilizou os consumidores, garantindo que suas operações seguem normais e seguras.
A Mineração Bom Jesus declarou que o recolhimento está em fase final e que as análises realizadas em mais de 300 amostras não indicaram contaminação. A empresa reafirmou seu compromisso com a qualidade e segurança de seus produtos.
Opinião
A situação levanta questões importantes sobre a segurança da água mineral no Brasil, ressaltando a necessidade de vigilância constante por parte das autoridades e dos consumidores.





