A Light S.A., distribuidora de energia elétrica que atua na região metropolitana do Rio de Janeiro, anunciou o pedido de encerramento de sua recuperação judicial, que estava em andamento na 3ª Vara Empresarial da Capital. Esse movimento foi impulsionado por um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão, superando a subscrição mínima de R$ 1 bilhão.
Após a homologação do aumento de capital pelo Conselho de Administração, o capital social da companhia passou a ser de R$ 6,97 bilhões, dividido em mais de 611 milhões de ações. Os novos papéis já foram registrados aos acionistas, mas apresentam restrições de negociação que serão gradualmente retiradas até janeiro de 2029.
Histórico de Endividamento
A Light S.A. havia solicitado a recuperação judicial em maio de 2023, enfrentando um endividamento total de R$ 11 bilhões. O plano de reestruturação foi motivado por uma série de fatores, incluindo furtos de cabos em níveis alarmantes, queda no consumo devido à degradação econômica da área de concessão e os impactos da pandemia de Covid-19.
O plano destacou ainda a atuação de facções criminosas que impõem restrições aos profissionais responsáveis pelos cortes de energia por falta de pagamento. Esses furtos, conhecidos como “gatos”, resultaram em um prejuízo de R$ 550 milhões em 2022, afetando diretamente os cofres da Light.
Resultados Financeiros Recentes
No primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou um lucro líquido de R$ 2,8 bilhões, refletindo a recuperação financeira após a injeção de capital que ajudou a resolver o rombo no caixa. Durante o processo de recuperação, cerca de R$ 2,2 bilhões em dívidas foram convertidos em ações e títulos emitidos no exterior foram reestruturados.
Opinião
A recuperação da Light S.A. é um exemplo de como a injeção de capital pode ser crucial para a reestruturação de empresas em dificuldades financeiras, especialmente em setores tão impactados por fatores externos.





