O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, anunciou que a corporação continuará realizando operações normalmente durante o período eleitoral. Em um café da manhã com jornalistas, Rodrigues destacou que a PF não pode ignorar crimes apenas por conta do calendário eleitoral.
A declaração de Andrei Rodrigues vem um dia antes do início do ‘defeso eleitoral’, que começa em 4 de julho de 2026. Durante esse período, o governo enfrenta diversas restrições para evitar vantagens indevidas no pleito. No entanto, não há vedações para operações policiais, apenas para ações que possam beneficiar mandatários, como contratações, demissões, publicidade institucional e participação em inaugurações.
Consequências das operações
A realização de operações durante o período eleitoral já resultou em consequências severas, como a condenação do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, que recebeu uma pena de 24 anos e 6 meses por tentar frustrar votos ao ex-presidente Lula no Nordeste, parte de um suposto plano de golpe de Estado.
As apurações do Caso Master têm atingido figuras políticas importantes, incluindo o senador Ciro Nogueira e Jaques Wagner, ambos envolvidos em investigações que a PF está conduzindo. A operação Compliance Zero já está em sua nona fase e atende às determinações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.
Compromisso com a lei
Andrei Rodrigues enfatizou que a PF não pode fazer uma moratória nas operações quando há elementos suficientes para agir. Ele destacou que todas as operações seguem um rito processual e atendem às exigências legais para buscas, apreensões e prisões.
Opinião
A decisão da PF de manter suas operações durante o período eleitoral é um reflexo do compromisso com a justiça, mesmo em tempos de restrições políticas.





