O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, levantou o sigilo sobre as investigações envolvendo o ex-governador da Bahia e atual senador Jaques Wagner (PT-BA) no caso Master. A decisão foi tomada em 30 de julho de 2026 e revela detalhes sobre a nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
Investigações da PF
As investigações apontam indícios de que Jaques Wagner teria recebido benefícios, direta ou indiretamente, através de familiares e pessoas próximas, incluindo o banqueiro Daniel Vorcaro. A PF identificou contatos diretos entre Wagner e o banqueiro Augusto Lima, que era responsável por operações financeiras e pelo envio de benefícios ao senador.
Suspeitas de Irregularidades
Um dos pontos mais críticos das investigações é a suspeita de que Jaques Wagner teria recebido o pagamento de um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,4 milhões. Apesar das evidências, o senador nega qualquer irregularidade, afirmando que suas relações com os envolvidos eram estritamente institucionais.
Defesa e Recurso ao STF
A defesa de Jaques Wagner recorreu ao STF para anular a operação da Polícia Federal, alegando que houve “erros graves” na investigação. Os advogados sustentam que o parlamentar nunca atuou no Congresso Nacional para favorecer o Banco Master e que não foi denunciado nem se tornou réu no caso.
Opinião
A situação de Jaques Wagner levanta questionamentos sobre a integridade das relações políticas e a transparência nas investigações, refletindo a complexidade do cenário político brasileiro.





