O Programa Brasil Contra o Crime Organizado foi oficialmente lançado em 12 de maio de 2026, com o objetivo de desarticular as estruturas que sustentam as organizações criminosas no país. Durante uma entrevista no programa A Voz do Brasil, o secretário Nacional de Políticas Penais, André García, detalhou as diretrizes e os investimentos previstos para a nova estratégia nacional.
Investimentos e Eixos do Programa
O programa conta com um orçamento de R$ 1,06 bilhão para 2026, distribuídos em quatro eixos principais. Dentre eles, R$ 388,9 milhões serão destinados a ações de asfixia financeira, visando cortar os recursos das facções criminosas. Outros R$ 330,6 milhões serão aplicados no sistema prisional, com foco na promoção do padrão de segurança máxima nos presídios de todo o Brasil.
Além disso, o programa destina R$ 201 milhões para o esclarecimento de homicídios e R$ 145,2 milhões para o enfrentamento ao tráfico de armas. Essas ações visam não apenas desmantelar a ponta armada das organizações, mas também atingir o comando e a base econômica que sustentam essas facções.
Objetivos e Estratégias
A proposta do programa é articular investimentos e ações coordenadas entre a União, estados e municípios. A ideia é combinar a capacidade coercitiva qualificada com instrumentos de investigação, criando uma frente de combate abrangente e eficaz contra o crime organizado. Além dos recursos diretos, o Governo do Brasil também está criando uma linha de crédito específica para a segurança pública, no valor de R$ 10 bilhões.
Opinião
A implementação do Programa Brasil Contra o Crime Organizado pode ser um passo significativo na luta contra a criminalidade, mas sua eficácia dependerá da execução e do comprometimento de todos os envolvidos.





