Economia

Amcham Brasil alerta: Brasil sofre com novas sobretaxas de até 37,5% dos EUA

Amcham Brasil alerta: Brasil sofre com novas sobretaxas de até 37,5% dos EUA

As novas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros colocam o Brasil entre os países com maior nível de restrição para acessar o mercado americano. Essa mudança impacta cerca de 3 mil itens exportados e mais de US$ 11 bilhões em vendas da indústria e do agronegócio brasileiros, segundo a Amcham Brasil.

As tarifas adicionais de 25%, anunciadas pelo governo de Donald Trump como resultado da investigação conduzida com base na Seção 301, entram em vigor em 22 de julho. A Amcham considera que a medida representa um “resultado muito negativo” para a relação bilateral, especialmente em um contexto onde os EUA registraram um superávit de US$ 41,8 bilhões no comércio de bens e serviços com o Brasil em 2025.

Impactos e Reações

Apesar do superávit, as novas tarifas surgem em um momento em que o comércio bilateral já enfrenta uma queda de 13% neste ano. A Amcham alerta que essa decisão pode prejudicar os exportadores brasileiros, elevar custos para empresas e consumidores dos Estados Unidos, além de reduzir a competitividade da indústria americana que utiliza insumos produzidos no Brasil.

Além disso, a entidade aponta que o aumento das tarifas pode aprofundar a retração do comércio bilateral e afetar negativamente os investimentos entre os dois países. A possibilidade de a sobretaxa aumentar para até 37,5% é uma preocupação adicional, especialmente se o Brasil não responder adequadamente às exigências dos EUA.

Propostas de Diálogo

O presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, defendeu a continuidade das negociações entre os governos dos dois países. Ele enfatiza que o diálogo é o caminho para reverter as sobretaxas e evitar novas medidas que possam resultar de investigações sobre práticas comerciais, como as relacionadas ao trabalho forçado.

A Amcham considerou positiva a exclusão de uma lista de produtos da nova tarifa, o que ajuda a reduzir parte dos impactos negativos. No entanto, a entidade defende a criação de um mecanismo para ampliar as isenções para itens que possam sofrer efeitos econômicos desproporcionais.

Opinião

A situação atual exige uma resposta eficaz do governo brasileiro para minimizar os impactos das novas sobretaxas e preservar a competitividade no mercado internacional.