O ex-prefeito Alcides Bernal está preso desde o dia 24 de março e enfrenta sérias acusações após o assassinato do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, em um imóvel localizado na região central de Campo Grande. A prisão de Bernal foi resultado de um imbróglio envolvendo um luxuoso imóvel que Mazzini havia adquirido em um leilão promovido pela Caixa Econômica Federal.
Recentemente, em 17 de outubro, a 1ª Vara do Tribunal do Júri negou o pedido de habeas corpus da defesa de Bernal, que alegou a necessidade de liberdade. O juiz fundamentou sua decisão com base no artigo 312 do Código de Processo Penal, indicando que a prisão preventiva do ex-prefeito era justificada.
Denúncia do Ministério Público
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) denunciou Bernal por homicídio qualificado, afirmando que o crime foi motivado por vingança, já que o ex-prefeito não aceitou a perda do imóvel para Mazzini. O MPMS destacou que Bernal e a vítima não tinham relação anterior ao conflito sobre a propriedade.
De acordo com a denúncia, o crime foi cometido de forma torpe, caracterizada por uma motivação moralmente repugnante. As investigações mostraram que Bernal chegou ao local armado e surpreendeu Mazzini, que não teve chance de defesa. O revólver utilizado no crime estava com registro vencido desde 2019, o que agrava ainda mais a situação do ex-prefeito.
Pena e indenização
Se condenado, Alcides Bernal pode enfrentar uma pena de até 49 anos de reclusão. Além disso, o MP solicitou uma indenização de 10 salários mínimos para a família da vítima, totalizando aproximadamente R$ 16.210.
Opinião
A situação de Alcides Bernal reflete a gravidade do crime e levanta questões sobre a segurança e a justiça em casos de homicídio qualificado.





