A África do Sul estreia na Copa do Mundo nesta quinta-feira, 11 de outubro de 2023, enfrentando o México às 16h na Cidade do México. Este evento marca a abertura do torneio que também conta com a participação de Canadá e Estados Unidos.
Além das semelhanças nas cores de seus uniformes, Brasil e África do Sul compartilham características socioeconômicas e políticas relevantes. Ambos os países atuam em prol do desenvolvimento sustentável e lutam contra o racismo, além de defenderem posições convergentes em fóruns internacionais.
Cooperação econômica em pauta
No campo econômico, o presidente Cyril Ramaphosa expressou o desejo de ampliar as relações com a América Latina, começando pela cooperação com o Brasil. Em março de 2023, durante um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Ramaphosa destacou a importância de aumentar o intercâmbio, que atualmente é de apenas US$ 2,3 bilhões, estagnado há quase 20 anos. Lula enfatizou que não há justificativa política para que esse número não chegue a US$ 10 bilhões.
As parcerias entre os dois países incluem setores como agricultura, energia e mineração, além de esforços conjuntos na área de saúde, especialmente no combate ao HIV-AIDS.
Convergência em temas internacionais
Durante sua visita ao Brasil, Ramaphosa também endossou a posição brasileira por uma solução pacífica para os conflitos no Oriente Médio. Essa postura é respaldada pela autoridade moral da África do Sul, que superou o apartheid e agora se posiciona contra ações que considera genocidas.
O país africano, que é o único do continente a produzir energia nuclear em escala comercial, também busca consolidar sua democracia e aumentar sua influência no cenário global, em parceria com o Brasil.
Opinião
A aproximação entre Brasil e África do Sul, em meio a um evento esportivo de grande magnitude, reflete não apenas laços históricos, mas a necessidade de cooperação em um mundo cada vez mais interconectado e desafiador.





