A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) manifestaram preocupação com a possibilidade de interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro, especialmente por parte dos Estados Unidos. O temor é que tal interferência possa afetar a soberania nacional, o funcionamento das instituições democráticas e a livre formação da vontade dos eleitores.
Relatório da Abin e Mobilização
Um relatório elaborado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) aponta o risco de influência dos Estados Unidos nas eleições de 2026. O documento alerta para uma tendência de escalada da pressão estadunidense sobre o Brasil, o que gerou um apelo das entidades para a mobilização da sociedade civil e instituições.
O texto divulgado pela ABC e SBPC enfatiza que a escolha dos governantes brasileiros pertence exclusivamente ao povo, e que nenhum ator externo deve tentar condicionar essa decisão, seja por pressões políticas ou pela manipulação do ambiente informacional.
Discurso de Lula na ONU
Em um discurso na ONU no dia 22 de setembro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania dos países e mencionou a ingerência externa em processos eleitorais, citando exemplos na América Latina e no Caribe. Ele destacou que a divisão do mundo em zonas de influência é um gesto anacrônico.
Instituto Vladimir Herzog e a Carta à ONU
O Instituto Vladimir Herzog também se manifestou, levando uma carta à ONU sobre os riscos de ingerência nas eleições brasileiras e solicitando reconhecimento internacional do resultado, independentemente do vencedor. ABC e SBPC apoiam essa iniciativa.
Princípios Defendidos
As entidades defendem a soberania nacional, eleições livres, a não-intervenção externa e o respeito à Constituição. A mobilização é essencial para garantir um ambiente baseado em informação confiável e liberdade de escolha, rejeitando qualquer tentativa de interferência externa na vontade soberana da população brasileira.
Opinião
A preocupação com a integridade do processo democrático é fundamental para assegurar que as eleições de 2026 reflitam a verdadeira vontade do povo brasileiro, longe de influências externas.





