Santa Catarina

HEMOSC recebe bolsas de sangue raro para paciente com anemia falciforme em SC

HEMOSC recebe bolsas de sangue raro para paciente com anemia falciforme em SC

Santa Catarina recebeu duas bolsas de sangue raro para atender uma paciente com anemia falciforme, internada no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, na madrugada do dia 24. O sangue raro, cuja compatibilidade ocorre em apenas uma a cada 100 mil pessoas, foi solicitado pelo Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (HEMOSC) ao Banco de Doadores de Sangue Raro.

Importância da Doação e Mobilização

No Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doença Falciforme, celebrado em 27 de outubro, o Estado ressalta a importância da rede de doadores e da cooperação entre os serviços de hemoterapia para garantir o acesso a sangue compatível em situações que exigem características sanguíneas específicas. A anemia falciforme é uma doença genética e hereditária que altera o formato das hemácias, levando a complicações graves.

Condições e Utilização do Sangue

As duas bolsas recebidas de São Paulo ficarão disponíveis por até 42 dias, conforme as condições de conservação e validade do material, para eventual utilização. “Manteremos reservadas para esta paciente ou outro paciente que possa precisar do fenótipo raro”, explica Everaldo Jose Schorner, bioquímico do HEMOSC. Caso não sejam utilizadas, as bolsas podem ser aplicadas normalmente para um paciente com tipo sanguíneo O Negativo.

Programa Sangue Raro e Transporte

Em 2026, o HEMOSC enviou cinco bolsas de sangue raro para outros estados e recebeu quatro. O Programa Sangue Raro, que integra os bancos de sangue nacionais, é fundamental para salvar vidas. A diretora-geral do HEMOSC, Patrícia Carsten, destaca a importância do transporte de sangue raro em aviões comerciais, facilitando o acesso ao material.

Dados sobre a Doença Falciforme

Estima-se que existam entre 60 mil a 100 mil pacientes com Doença Falciforme no Brasil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que 7,74 milhões de pessoas têm a doença no mundo, com a maioria dos casos concentrados na África Subsaariana.

Opinião

A chegada dessas bolsas de sangue raro é um exemplo da importância da solidariedade e da mobilização da sociedade em prol da saúde de pessoas com doenças raras, reforçando a necessidade de doações regulares.