O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro à presidência, expressou surpresa com a fuga do ex-candidato para os Estados Unidos (EUA). Marinho afirmou que, em conversa recente, discutiu a importância de Flávio, que obteve 60 milhões de votos, assumir um papel de liderança na oposição ao governo atual, que, segundo ele, tem prejudicado o país.
A fuga de Flávio ocorreu menos de 48 horas após sua derrota nas eleições presidenciais, e detalhes sobre o embarque ainda são desconhecidos. Fontes da imprensa internacional, como a agência Reuters, confirmaram que Flávio deixou o Brasil acompanhado de sua esposa e filhas.
Marinho revelou ter recebido uma mensagem de texto de Flávio na manhã da terça-feira, na qual o ex-candidato mencionou que iria “dar um tempo” e voltaria a se comunicar com seus aliados. O senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) também comentou a situação, confirmando a fuga e sugerindo que Flávio estaria evitando ser usado como “moeda de troca” em possíveis movimentações políticas relacionadas ao impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
Flávio Bolsonaro é alvo de investigações da Polícia Federal (PF) por crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Seu mandato de senador pelo Rio de Janeiro termina em fevereiro de 2027, quando perderá o foro privilegiado. O ministro Alexandre de Moraes havia determinado recentemente que Flávio entregasse seus passaportes à PF, mas a ordem não foi cumprida, resultando no cancelamento dos documentos pelo órgão.
Em um vídeo divulgado antes da fuga, Flávio negou que tinha planos de deixar o país e afirmou que entregaria os passaportes. A Agência Brasil tentou contato com a assessoria de Flávio, mas não obteve resposta.
Opinião
A fuga de Flávio Bolsonaro levanta questões sobre sua estratégia política e as repercussões de suas investigações em andamento.





