No Peru, a capital Lima se transforma em um espetáculo roxo todos os anos em homenagem ao Senhor dos Milagres, uma das manifestações religiosas mais significativas do país. Essa tradição não apenas reverencia a fé, mas também gera uma intensa disputa entre os dois principais clubes de futebol da cidade: Alianza Lima e Universitário.
Roxo como símbolo de devoção
Desde 1971, o Alianza Lima adota o roxo durante o mês de outubro, trocando seu tradicional azul e branco. A origem dessa prática remonta a uma história que envolve um roupeiro devoto do Senhor dos Milagres, que, em uma situação de emergência, utilizou tecidos roxos usados pelos fiéis para substituir as camisetas do clube. Desde então, a cor roxa tornou-se um símbolo de identidade e orgulho para os torcedores.
Conflito entre os gigantes do futebol
Em 2026, o Universitário decidiu adotar o roxo em sua camiseta, gerando um conflito com o Alianza Lima. Os dois clubes agora disputam a reivindicação do roxo como símbolo de devoção religiosa. O Alianza Lima se considera pioneiro nessa adoção, afirmando que “a fé não é moda, é uma promessa”, enquanto o Universitário defende que “a fé não possui um dono” e que o Senhor dos Milagres é de todos.
Uma tradição compartilhada
Essa rivalidade não é apenas uma questão estética, mas uma representação da devoção de milhões de peruanos. O Alianza Lima vê o roxo como um legado que nasceu da necessidade, enquanto o Universitário busca conectar sua tradição a um sentimento compartilhado. A disputa se intensifica não apenas nas arquibancadas, mas também nas redes sociais, onde faixas e slogans expressam as diferentes visões sobre a cor roxa.
Opinião
A rivalidade entre Alianza Lima e Universitário ilustra como o futebol pode transcender o esporte e se tornar um reflexo da cultura e da fé de um povo, unindo e dividindo ao mesmo tempo.





