O comércio de rua no Brasil enfrenta desafios significativos, e a Revistaria e Papelaria Alto da XV, localizada em Curitiba, é um exemplo de como a adaptação é crucial. José Mainheriche, conhecido como Zé da Banca, viu sua loja mudar drasticamente desde que a família assumiu o negócio em 2003. Antes, as publicações impressas representavam 80% do faturamento; hoje, esse número caiu para menos de 5%. Para sobreviver, a loja ampliou seu mix de produtos, incluindo itens de papelaria, brinquedos e produtos de conveniência.
O impacto do comércio eletrônico
O cenário do comércio brasileiro está mudando rapidamente. Em apenas cinco anos, o faturamento do comércio eletrônico cresceu impressionantes 86,3%. Essa mudança estrutural no comportamento do consumidor pressiona as lojas físicas, que enfrentam custos crescentes e um orçamento familiar mais apertado devido ao endividamento.
Segmentos vulneráveis e menos vulneráveis
Estudos indicam que livrarias e bancas de jornais estão entre os segmentos mais vulneráveis da crise do comércio de rua. Em contrapartida, supermercados e farmácias são considerados os menos vulneráveis, devido à frequência de compras e à necessidade imediata dos consumidores. Um levantamento da Zetti Brasil revelou uma alta de 14,7% na receita das vendas online de farmácias no primeiro semestre de 2026, em comparação ao mesmo período de 2025.
Dificuldades para pequenos comércios
Os pequenos comércios, como a Revistaria Alto da XV, enfrentam dificuldades para acessar crédito e financiamento, o que torna a transição para o digital ainda mais desafiadora. A necessidade de integrar operações físicas e digitais é vital, mas muitas lojas não conseguem fazer essa transição de forma rentável.
Opinião
A adaptação ao novo cenário do comércio é essencial para a sobrevivência das lojas físicas. A experiência do consumidor continua sendo um fator importante, mas a tecnologia está transformando rapidamente as dinâmicas de compra.





