O ministro da Fazenda, Dario Durigan, fez uma declaração contundente em um evento do banco Santander no dia 17 de agosto de 2026, criticando a alta taxa de juros como o principal problema da economia brasileira. Durigan, aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enfatizou a importância de um ajuste fiscal para possibilitar a redução do custo do dinheiro no país.
Durante sua fala, Durigan destacou que a melhora das contas públicas e a oferta de crédito são essenciais para criar condições que permitam a futura queda dos juros e do risco do país. Ele mencionou que o “desafio do custo do dinheiro” impacta tanto o Tesouro Nacional quanto a sociedade em geral.
Avanços no ajuste fiscal
O ministro afirmou que o governo já realizou um ajuste fiscal de aproximadamente 2 pontos percentuais do PIB e que essa trajetória deve continuar. Ele revelou que a expectativa é descontar R$ 65 bilhões da meta fiscal em 2027 e que foram implementadas duas medidas para limitar o crescimento das despesas obrigatórias, com um impacto estimado de R$ 10 bilhões também em 2027.
Além disso, Durigan lembrou que as propostas de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) têm sido enviadas desde 2023, evidenciando o compromisso do governo em alcançar o superávit fiscal. Ele declarou que o governo deve manter a mesma intolerância em relação à situação fiscal que demonstrou no passado diante da inflação elevada.
Controle das despesas
O ministro também enfatizou a necessidade de controlar o crescimento das despesas obrigatórias, que pressionam o orçamento federal. Ele afirmou que o governo já incluiu na legislação medidas para conter esse crescimento, destacando que isso é essencial para o equilíbrio das contas públicas.
Apesar de reconhecer que ainda existem desafios a serem enfrentados, Durigan expressou confiança de que “o caminho está muito bem pavimentado” e defendeu a continuidade do ajuste fiscal como um instrumento vital para melhorar as condições econômicas do Brasil.
Opinião
A postura de Dario Durigan reflete a urgência em lidar com a situação econômica do Brasil, ressaltando a importância de um ajuste fiscal rigoroso para criar um ambiente propício ao crescimento e à redução das taxas de juros.





