O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) decidiu, em sessão realizada no dia 25 de outubro de 2023, rejeitar a abertura de uma investigação contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por 5 votos a 4. O pedido de investigação foi feito pelo Partido Novo, que alegou crime de prevaricação e solicitou o afastamento do procurador do comando dos processos que envolvem as fraudes no Banco Master.
Decisão Unânime Mantém Gonet no Caso Master
Apesar da solicitação, o colegiado decidiu, por unanimidade, manter Gonet na condução dos processos do caso Master, com um placar de 9 a 0. O relator, Francisco Sanseverino, e outros subprocuradores, como Celso Albuquerque e Nicolau Dino, foram contrários à investigação, afirmando que não havia indícios suficientes para justificar o afastamento de Gonet.
Mensagens e Denúncias
As mensagens que mencionam Gonet foram encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso desde 17 de novembro de 2022. Em uma das mensagens, Vorcaro expressou preocupação com o andamento das investigações e citou Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, questionando: “Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei?”. Apesar das menções, não existem indícios de que Gonet ou Rodrigues tenham interferido nas investigações.
Negação de Amizade Íntima
Após a divulgação das mensagens, Gonet se pronunciou negando qualquer relação de amizade íntima com Vorcaro, afirmando que a interação entre eles foi “brevíssima e banal”. A subprocuradora Ana Borges destacou que o caso Master pode ser considerado um “escândalo de corrupção” no setor financeiro, mas a maioria dos conselheiros defendeu que não havia motivos para a investigação.
Opinião
A decisão do CSMPF em rejeitar a investigação contra Paulo Gonet levanta questões sobre a transparência e a responsabilidade no tratamento de casos envolvendo figuras públicas e instituições financeiras.





