Em meio a uma guerra por território entre facções, a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) e o Departamento de Polícia Especializada (DPE) de Mato Grosso do Sul (MS) apontam um aumento alarmante no número de adolescentes cooptados por organizações criminosas. O diretor do DPE, Ivan Barreira, e o delegado do Garras, Roberto Oliveira Guimarães, discutiram a situação crítica do estado, especialmente em relação à disputa entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
Disputa entre facções e cooptação de adolescentes
A briga entre essas facções começou no norte de MS, especificamente em Coxim, município a aproximadamente 257 km da Capital, e se espalhou por cidades como Costa Rica e Três Lagoas até atingir a região sul do estado. As forças de segurança realizaram ações de combate ao crime organizado na última semana, resultando em prisões e confrontos, incluindo mortes por intervenção legal.
Motivações para a cooptação
De acordo com Ivan Barreira, muitos adolescentes são atraídos para o crime por promessas financeiras, frequentemente provenientes de situações financeiras precárias. O Comando Vermelho é identificado como a facção que mais cooptou adolescentes em MS. Barreira observa que, enquanto o PCC não utiliza tantos adolescentes, o CV tem uma tendência crescente nesse sentido.
Consequências da participação no crime
Os adolescentes são atraídos por ofertas que vão desde o custeio de aluguel até o fornecimento de cestas básicas e oportunidades de “emprego” em atividades criminosas. O delegado Roberto Oliveira ressalta que a participação desses menores em organizações criminosas não é apenas uma questão de penas mais brandas, mas também uma forma de identificação social e busca por poder dentro de seus grupos.
Riscos e realidades do crime
No entanto, essa busca por poder e reconhecimento muitas vezes não se concretiza, levando os adolescentes a se tornarem empregados para a prática de homicídios e roubos. Isso resulta em um ciclo de violência, onde muitos acabam sendo presos ou mortos. Roberto Oliveira destaca que a estrutura prometida pelas facções é ilusória e não se sustenta, culminando em tragédias.
Opinião
A situação dos adolescentes cooptados por facções em MS é alarmante e requer uma resposta urgente das autoridades e da sociedade para quebrar esse ciclo de violência e exploração.





