A Agência Nacional do Petróleo (ANP) aprovou, no dia 02/09/2026, um estudo que propõe a adição do benzoato de denatônio ao etanol hidratado combustível. Esta medida visa coibir a adulteração de bebidas com etanol, um problema que tem crescido no Brasil nos últimos anos.
Estudo e Revisão da Resolução ANP
O estudo foi realizado pela ANP em conformidade com a Resolução CNPE nº 6, de 2026, e resultou na proposta de revisão da Resolução ANP nº 907, de 2022. A proposta inclui a adição obrigatória do benzoato de denatônio, uma substância amarga que permitiria aos consumidores detectar a presença de etanol combustível em bebidas.
Apesar da aprovação do estudo, a ANP ressaltou que a implementação da medida definitiva dependerá de testes de viabilidade técnica, que ainda precisam ser realizados para garantir que a adição do benzoato não cause impactos adversos nos veículos e suas emissões.
Prazos e Ações Futuras
A ANP indicou que a revisão da resolução começará imediatamente, com previsão de prazo de implementação da medida em 2027. A adoção de corante verde ao etanol é uma solução provisória que será adotada até que a adição do benzoato seja confirmada como viável.
O estudo envolveu reuniões com diversos agentes do mercado, incluindo produtores de etanol e a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA). O relatório sobre as medidas foi enviado ao Ministério de Minas e Energia e ao Tribunal de Contas da União (TCU) no dia 05/09.
Opinião
A proposta da ANP é um passo importante para garantir a qualidade das bebidas consumidas no Brasil e combater a adulteração, que representa riscos à saúde da população.





