O senador Flávio Bolsonaro (PL) se reuniu no último domingo (30) com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, em um hotel em São Paulo. O encontro, que durou cerca de uma hora, teve como foco a discussão de estratégias para o combate ao crime organizado, inspiradas nas políticas de segurança pública do governo de Nayib Bukele.
Proposta de Flávio Bolsonaro
Durante a reunião, Flávio apresentou uma proposta ambiciosa que inclui a criação de 500 mil novas vagas no sistema prisional em um período de quatro anos. Além disso, ele pretende construir cinco presídios de segurança máxima em um complexo denominado “Treva”. Essa proposta também sugere o fim das chamadas “saidinhas” e mudanças na legislação para aumentar o tempo de permanência dos condenados na prisão.
Dados alarmantes sobre o sistema prisional
Dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) revelam que o Brasil contava com mais de 960 mil presos no final de 2025, um aumento de 6% em relação ao ano anterior. Flávio argumenta que a legislação atual é frouxa e que é necessário endurecer as leis contra o crime organizado.
Investimentos e custos estimados
O senador estima que o custo para abrir essas novas vagas variará entre R$ 35 e R$ 40 bilhões nos próximos quatro anos, prometendo que os recursos virão de um “governo enxuto e moderno” e de medidas que ele chama de “tesouraço na burocracia e nos impostos”.
Reação e apoio de outros políticos
Na reunião, também estavam presentes o senador Sérgio Moro (PL-PR), candidatos ao Senado e deputados federais, como André do Prado (PL-SP) e Guilherme Derrite (PP-SP). Flávio enfatizou que o Brasil, com sua maior população e recursos, tem a capacidade de enfrentar o crime organizado de forma mais eficaz, citando a política de confinamento das facções adotada em El Salvador.
Opinião
A proposta de Flávio Bolsonaro reflete uma abordagem rigorosa em relação à segurança pública, mas levanta questões sobre a eficácia de medidas tão drásticas em um sistema já sobrecarregado.





