No dia 16 de maio de 2026, durante um evento do Partido Novo em Belo Horizonte, o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, abordou as críticas direcionadas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre um áudio polêmico envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Após a repercussão negativa entre os bolsonaristas, Zema suavizou seu discurso, mas não fez um pedido explícito de desculpas a Flávio. Ele descreveu a postura do senador como ‘imperdoável’ e expressou estar ‘muito decepcionado’ com o caso. Zema afirmou que agiu ‘de acordo com princípios e valores’, mas também declarou que o episódio é uma ‘página virada’.
O áudio, que gerou críticas intensas, mostra Flávio solicitando recursos para financiar um filme sobre a trajetória política de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Zema, em uma gravação anterior, havia classificado o episódio como um ‘tapa na cara dos brasileiros de bem’, explorando a situação como um símbolo de incoerência ética dentro da direita.
Após as críticas, o ex-governador adotou um tom mais cauteloso, reafirmando seu respeito por Jair Bolsonaro e lembrando sua atuação em favor do ex-presidente durante o segundo turno das eleições de 2022 em Minas Gerais. Essa mudança de postura é vista como uma tentativa de evitar um rompimento definitivo com o eleitorado bolsonarista, considerado essencial para qualquer candidatura competitiva em 2026.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, reagiu às críticas, afirmando que Zema se precipitou ao comentar o caso antes de ouvir sua versão.
Opinião
A situação entre Zema e Flávio Bolsonaro evidencia as tensões internas na direita brasileira, especialmente em um ano eleitoral.





