Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, anunciou um novo pacote antifraude no INSS que visa combater irregularidades e melhorar a governança dos empréstimos consignados. A proposta surge em meio às investigações da CPMI do INSS, que revelaram fraudes significativas no sistema previdenciário.
Retomada de Medidas de 2019
No plano de governo, Flávio pretende reimplantar medidas adotadas em 2019, que exigiam a revalidação anual dos descontos associativos nas aposentadorias. A ideia é evitar descontos não autorizados, o que foi um problema recorrente no passado. A gestão anterior havia revogado a necessidade de revalidação, o que gerou críticas e permitiu que fraudes prosperassem.
Investigações e Números Alarmantes
O deputado Alfredo Gaspar, que foi relator da CPMI do INSS, revelou que as irregularidades movimentaram mais de R$ 7 bilhões entre 2015 e 2025. O relatório final da comissão propôs o indiciamento de 216 pessoas, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Estratégia de Campanha
A campanha de Flávio Bolsonaro busca explorar as fraudes no INSS como uma forma de associar as irregularidades ao governo petista, utilizando a figura de Alfredo Gaspar como um dos principais porta-vozes. Ao anunciar Gaspar como seu vice, Flávio destacou sua atuação na CPMI, afirmando que ele pediu a prisão de Lulinha por sua suposta participação nas fraudes.
Opinião
A proposta de Flávio Bolsonaro reflete uma tentativa clara de capitalizar em cima de um tema sensível para a população, ao mesmo tempo em que busca consolidar sua imagem para as eleições de 2026.





